A CREMAÇÃO CRESCE NO BRASIL E NO MUNDO: O QUE FAZER COM AS CINZAS E NOVAS FORMAS DE PRESERVAR A MEMÓRIA

A CREMAÇÃO CRESCE NO BRASIL E NO MUNDO: O QUE FAZER COM AS CINZAS E NOVAS FORMAS DE PRESERVAR A MEMÓRIA

Por: Abcel - 28 de Abril de 2026

Durante muito tempo, falar sobre cremação foi cercado de dúvidas, receios e até alguns tabus culturais. Hoje, essa realidade está mudando rapidamente. Em diversos países do mundo, a cremação já se tornou uma das principais formas de despedida, e no Brasil esse movimento também vem crescendo de forma consistente.

Esse aumento está relacionado a diferentes fatores: mudanças culturais, novas formas de homenagear quem partiu, questões ambientais, os altos valores dos jazigos convencionais e até transformações na forma como as famílias lidam com memória e legado.

Em países como Japão, Reino Unido e Canadá, a cremação já ultrapassa 70% dos funerais realizados. Nos Estados Unidos, mais da metade das despedidas também já acontecem dessa forma.

No Brasil, embora a cremação tenha chegado mais tarde — o primeiro crematório foi inaugurado em 1974, em São Paulo —, a procura cresce ano após ano. Em algumas capitais, estima-se que entre 15% e 25% das famílias já optem pela cremação, e esse número tende a aumentar com a ampliação dos crematórios e o maior acesso à informação. A procura por planos funerários que já incluam cremação é outra evidência da mudança de postura do brasileiro.

Depois da cremação, as famílias recebem as cinzas em uma urna especialmente preparada. Nesse momento, surge uma dúvida muito comum: o que fazer com as cinzas?

Não existe uma única resposta. Cada família encontra a forma que faz mais sentido para sua história, suas crenças e sua maneira de preservar a memória de quem partiu.

Entre as possibilidades mais escolhidas estão:

Guardar as cinzas em casa

Algumas famílias optam por manter a urna em casa, em um espaço reservado ou em um pequeno memorial doméstico. Essa escolha pode trazer conforto emocional para quem sente que deseja manter a presença simbólica da pessoa por perto.

As opções de urnas decorativas são inúmeras, ao ponto de que algumas empresas já chamam até de relicários de cinzas.

Ainda assim, mesmo aparentando serem objetos decorativos é importante refletir se essa decisão será confortável também no longo prazo, especialmente quando há mudanças de residência ou quando a urna pode acabar ficando sem um espaço apropriado ou quando envolvem questões religiosas.

Espalhar as cinzas em locais significativos

Outra possibilidade bastante escolhida é dispersar as cinzas em um local que tenha significado para a história da pessoa, como o mar, um jardim, uma montanha ou algum lugar especial da família.

No entanto, é importante ficar atento: a legislação brasileira pode variar conforme o município ou o tipo de área ambiental. Em alguns locais públicos ou áreas de preservação, por exemplo, podem existir restrições.

Por isso, sempre é recomendável buscar orientação antes de realizar esse tipo de homenagem, para garantir que tudo seja feito de forma respeitosa e dentro das normas.

Alternativas ecológicas e simbólicas

Nos últimos anos surgiram também novas formas de transformar as cinzas em um gesto simbólico e sustentável.

Entre elas estão:

  • urnas biodegradáveis que permitem o plantio de árvores
  • jardins memoriais ecológicos
  • urnas solúveis utilizadas em cerimônias no mar
  • memoriais naturais em áreas verdes

Essas alternativas refletem um desejo crescente de muitas famílias de transformar a despedida em um gesto de continuidade da vida e de cuidado com o planeta.

Cinzas podem viajar de avião?

Outra dúvida bastante comum é se as cinzas podem ser transportadas em viagens de avião, especialmente quando o desejo da família é levá-las para um local significativo da história da pessoa.

A resposta é sim, mas existem algumas regras importantes.

Companhias aéreas permitem o transporte de cinzas humanas tanto em voos nacionais quanto internacionais, desde que alguns cuidados sejam respeitados.

Normalmente é necessário apresentar alguns documentos no momento do embarque ou em eventuais inspeções de segurança, como:

  • declaração da funerária ou do crematório, confirmando que a urna contém cinzas humanas
  • certidão de óbito
  • certificado de cremação

Além disso, recomenda-se que a urna seja feita de material que permita inspeção nos equipamentos de raio-X dos aeroportos.

Quando a viagem é internacional, também pode ser necessário verificar as regras específicas do país de destino, já que alguns locais possuem normas próprias para entrada ou dispersão de cinzas. Indicamos realmente o suporte de uma funerária de confiança para realizar esse tipo de procedimento.

Um local permanente de memória

Embora existam diversas possibilidades para destinar as cinzas, muitas famílias sentem necessidade de ter um local permanente para lembrar, visitar e homenagear quem partiu.

É justamente nesse contexto que surgem os columbários.

Os columbários são estruturas especialmente projetadas para guardar urnas com cinzas em nichos individuais, permitindo que cada pessoa tenha um espaço de memória identificado e respeitoso.

Curiosidade histórica

A palavra columbário vem do latim columbarium, que significa “pombal”.

Na Roma Antiga, esse nome foi dado a estruturas com diversos nichos nas paredes, semelhantes aos espaços onde os pombos se abrigavam. Com o tempo, essa arquitetura passou a ser utilizada para guardar urnas funerárias.

Hoje, os columbários modernos são considerados memoriais organizados, elegantes e visitáveis, muito comuns na Europa, nos Estados Unidos e no Japão.

Vale ressaltar que existe uma diferença grande entre os Columbários e Cinzários, embora sejam usados como sinônimo muitas vezes; os Columbários possuem espaços individuais e identificados para depositar as cinzas, já os Cinzários costumam ser espaços coletivos e nem sempre permitem visitação de familiares.

Uma nova possibilidade para as famílias do Grande ABC

Atenta às transformações do setor e às necessidades das famílias, a ABCEL passa a oferecer, uma nova alternativa de memorialização: o columbário ABCEL.

Esse espaço exclusivo foi pensado para acolher urnas de forma respeitosa, oferecendo às famílias um local permanente de memória, onde amigos e familiares possam visitar, prestar homenagens e manter viva a história de quem partiu.

O mais interessante é que o espaço foi construído apartado de cemitérios, igrejas ou locais que comumente são encontrados em outras regiões, justamente para oferecer a possibilidade de novos visitantes conhecerem e prestarem suas homenagens sem o peso fúnebre dos locais mais tradicionais. Em plena avenida Kenedy em São Caetano do Sul, bem na entrada do Espaço ABCEL, o visitante não precisa nem entrar no velório.

Mais do que guardar cinzas, o columbário representa um lugar de significado, onde a memória continua sendo cuidada com carinho, respeito e dignidade.

Cada despedida é única

Assim como cada vida é única, também não existe uma única forma de lidar com a despedida.

A cremação abriu novas possibilidades de homenagem, permitindo que cada família encontre a maneira que mais representa sua história, suas crenças e sua forma de amar.

O mais importante é que, independentemente da escolha, a memória continue sendo preservada com respeito, significado e cuidado.

E é justamente esse cuidado que inspira cada passo da ABCEL.

Whatsapp Button Instagram
Instagram
youtube
Youtube
linkedin
Linkedin